Mensagem da Igreja Metodista Brasileira ao povo norte-americano

Mensagem da Igreja Metodista Brasileira ao povo norte-americano

Se for possível, quanto depender de vós,
tende paz com todos os homens.
Romanos 12.18


O mundo está estarrecido com os recentes acontecimentos nos Estados Unidos. Os eventos chocam por sua crueldade e ousadia, além do inesperado que constituem. As cenas que assistimos pela TV e vemos em jornais e internet nos surpreendem e causam grande angústia e preocupação. Há muito tempo não se via um ataque tão ostensivo a um país do porte dos Estados Unidos, o que gera um temor quanto ao nível e à forma da reação que virá.


Solidarizamo-nos com o povo americano em seu momento de dor e comoção nacional. Estendemos nossas mãos para juntos protestar pelo absurdo que a violência representa, porque nada traz de valor para a humanidade e por nada se justifica. Pessoas inocentes, trabalhando, visitando ou simplesmente estando por ali sofreram as agruras de um conflito cujas bases não estão em seu dia-a-dia.


Por essa razão, absolutiza-se ainda mais o clamor pela paz. O resultado das guerras no mundo sempre foram um sentimento de desolação e vazio. Os prédios podem ser reconstruídos, as ruas reformadas, os negócios retomados. Mas as vidas perdidas ficam como um vácuo no espaço da saudade, da dor, do desespero. Os gritos das vítimas ecoarão ainda por muito tempo nos ouvidos do mundo.


Mas apesar de sua grandiosidade, esse ataque não é o único que ocorre no mundo. Todos os dias as pessoas morrem, vitimadas pela violência da guerra em países pequenos e grandes. Atentados se sucedem em todos os continentes, como nos atestam os conflitos destacados pela mídia internacional: Europa, África, Oriente Médio, entre outros. E a morte cruel é a mesma para povos de diferentes nacionalidades. A saudade é a mesma, o sangue derramado não se distingue entre as etnias. O absurdo é o mesmo, não importando mais quem tem razão no conflito. A guerra não traz vencedores, apenas sobreviventes.
Por isso, como Igreja Metodista no Brasil, fazemos uma opção pela paz e nos colocamos solidariamente ao lado de todos os que choram seus mortos e sofrem a dor de perder familiares, amigos, empregos, bens reunidos à custa de um trabalho duro. Colocamo-nos ao lado dos inocentes surpreendidos numa terça-feira que parecia ser de mais absoluta calma. Colocamo-nos ao lado dos que defendem a paz ao ponto de, não raro, morrer lutando pela vida.


Cremos que as autoridades constituídas e o presidente dos Estados Unidos terão plena consciência e certeza da responsabilidade que seus atos acarretam sobre seu país e sobre o mundo. Esperamos que a herança cristã e wesleyana, de defesa da paz, da vida e da justiça, esteja diante dos olhos presidenciais ao tomar quaisquer medidas.


Que as pegadas pela paz, deixadas por grandes homens e mulheres do passado e do presente, não sejam apagadas pelo sangue de outras tantas vítimas de um sistema mundial que ainda se apresenta injusto e sem fraternidade. Ao contrário, que esse anseio por um mundo melhor se concretize logo. Que o Reino de Deus brilhe sobre nossas vidas, para que nossos olhos não vejam mais cenas como as que temos acompanhado pelos meios de comunicação. Que chegue logo o dia, enfim, em que Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima, a fim de que enxerguemos em plenitude “o novo céu e a nova terra, nos quais habita a justiça”.


Conclamamos a todos os brasileiros a interceder pelas vítimas e seus familiares neste instante de dor e sofrimento, lembrando-nos também de todas as pessoas cotidianamente vitimadas em ataques e conflitos em todo o mundo.


Na paz de Cristo,

12 de Setembro de 2001


Colégio dos bispos da Igreja Metodista no Brasil
Bispo Adolfo Evaristo de Souza
Bispo Adriel de Souza Maia
Bispo João Alves de Oliveira Filho
Bispo João Carlos Lopes
Bispo Josué Adam Lazier
Bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann
Bispo Rozalino Domingos


1 comentários:

Mr. Hendersonn 9 de setembro de 2016 21:28  

Amados, uma coisa a se deixar muito clara aqui é que ser batizado na infância não significa salvação da criança, pois para a salvação é necessário a fé (Jo 3.16; Rm 5.1), mas sim uma consagração formal e pública dos filhos dos crentes a Deus. Uma expressão da fé dos pais na promessa do pacto de Deus.
A grande maioria dos Pais da Igreja tambem adotavam o batismo infantil. Irineu, Justino Martir, Origenes, Hippolito e tantos outros.
Bom, essa era uma prática comum na Igreja até meados do seculo 17. Uma compreensão equivocada da extensão da Queda e do pecado original é que relativizou o pedobatismo
A nova aliança é mais inclusiva do que a Antiga Aliança. Aqueles que contestam a validade do batismo de crianças estão tornando a Nova Aliança menos inclusiva com relação às crianças, a despeito da ausência de qualquer proibição bíblica contra o batismo de crianças

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PR EDNALDO BREVES

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Barra Mansa, Rio de Janeiro, Brazil
Pastor da Igreja Metodista em São Pedro - Barra Mansa - RJ

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